Aula 05 – Caboclos

Os primeiros espíritos a “baixar” nos terreiros de Umbanda foram aqueles conhecidos como Caboclos e Pretos-velhos, a seguir surgiram outras formas de apresentação como as Crianças.
Essas três formas, Crianças, Caboclos e Pretos-velhos, podem ser consideradas as principais, porque resumem vários símbolos: representam, por exemplo, as raças formadoras do povo brasileiro – indígenas, negros e brancos europeus
Também representam as três fases da vida: a criança, o adulto e o velho. Mostrando a dialética da existência. Além disso, trazem valores arquetipais de Pureza e Alegria na Criança; Simplicidade e Fortaleza no Caboclo e a Sabedoria e Humildade dos Pretos-velhos, mostrando o caminho para a evolução espiritual dos sentimentos, do corpo físico e da mente.
Os caboclos são as entidades que mais demonstram a vitalidade, a energia e força.
Estão representando quase a totalidade das manifestações em cada linha e trabalho de Umbanda.
Até mesmo entre os Eres existem caboclinhos. Somente na linha de Yorimá que não há conhecimento da manifestação do caboclos, salvo, alguma exceção dos pajés mais antigos, onde não temos nenhum exemplo a dar.
Os Caboclos não são Orixás, mas entidades espirituais que trabalham em uma das linhas de vibração.

– A linha de Oxalá é representado por entidades ligadas pelo numero sete em seus nomes simbólicos. Exemplo: Caboclo Sete Encruzilhadas.
– A linha de Xangô é representada por entidades ligadas pelo nome ligado a pedra ou pedreira. Exemplo: Caboclo Pedra Preta.
– A linha de Ogum é representada por entidades ligadas pelo nome antecedido por Ogum. Exemplo: Ogum Sete Ondas.
– Ao contrário do que se pensa, nem todo caboclo é de Oxossi, mas toda entidade  de Oxossi é Caboclo. Exemplo: Caboclo Pena Branca.
– A linha de Yemanjá é representada por entidades ligadas a linha das águas, que leva  em seu nome alguma indicação do mesmo. Exemplo: Cabocla Estrela do Mar.
– A linha de Yori é representada por entidades, pelo nome  ligado a algum Caboclinho. Exemplo: Tupãzinho.
– A linha de Yorimá já não é representada por caboclos, mas sim, por Pretos Velhos.

Os caboclos atuam na umbanda, no atendimento ao público, dando atenção à seus consulentes, utilizando de seus vocabulários próprios, aconselhando, ativando e desativando energias, harmonizando magneticamente o consulente, com seus passes e radiações, fazem curas, quebram demandas, enfim, exercem todas as atividades desenvolvidas dentro dos terreiros.
Devemos lembrar que os caboclos trabalham dentro da sua qualificação, que pode ser identificada por sua linha de trabalho, como por exemplo Caboclo de Ogum, que trabalha dentro da sua qualidade de manter a lei e a ordem, mas se em seu co-dinome for acompanhado, por exemplo, Ogum Beira Mar, é um caboclo de Ogum que é regido pela lei, mas tem a sua segunda qualidade na linha de Yemanjá.

Por de trás de um caboclo de Umbanda, em sua simplicidade e grande conhecimento, guarda a alma, talvez de uma personalidade do passado que por seu orgulho e vaidade aprendeu entre o povo indígena os valores realmente importantes.

 
Clique aqui e baixe a aula em arquivo: 5º Aula – Caboclos

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