Aula 09 – Congá

Os fundamentos do Congá são: atrator, condensador, escoador, dispersor, expansor, transformador e alimentador.
O congá é o mais potente aglutinador de forças dentro do terreiro
Existe um processo de constante renovação de fluído cósmico universal que emana do congá, como núcleo centralizador de todo o trabalho na umbanda.
Cada vez que um consulente chega à sua frente e vibra em fé, amor, gratidão e confiança, renovam-se naturalmente os planos espiritual e físico, numa junção que sustenta toda a consagração dos orixás na Terra, na área física do templo.

Vamos descrever as funções do congá:
Atrator: Atrai os pensamentos que estão à sua volta num amplo magnetismo de recepção de ondas mentais emitidas. Quanto mais as imagens e elementos dispostos no altar forem harmoniosos com o orixá regente do terreiro, mais é intensa essa atração. Conga com excessos de objetos dispersa suas forças.
Condensador: Condensa as ondas mentais que se ‘ amontoam’ ao seu redor, decorrentes de emanação psíquica dos presentes: palestras, adoração, consultas, etc.
Escoador: Se o consulente ainda tiver formas-pensamentos negativas, ao chegar na frente do congá, elas serão descarregadas para a terra, passando por ele (o congá) em potente influxo, como se fosse um pára-raios.
Expansor: Expande as ondas mentais positivas dos presentes; associadas aos pensamentos dos guias que as potencializam, são devolvidas para toda a assistência num processo de fluxo e refluxo constante.
Transformador: É o sustentador vibratório de todo o trabalho mediúnico, pois junto dele fixam-se no Astral os mentores dos trabalhos que não incorporam.

Todo o trabalho na umbanda gira em torno do congá. A manutenção da disciplina, do silêncio, do respeito, da hierarquia, do combate a fofoca e aos melindres, deve ser uma constante dos dirigentes.
Nada adianta um congá todo enfeitado, com excelentes materiais, se a harmonia do corpo mediúnico estiver destroçada; é como tocar um violão com as cordas arrebentadas.
Caridade sem disciplina é perda de tempo. Por isso, para a manutenção da força e do axé de um congá, devemos sempre ter em mente que ninguém é tão forte como todos juntos.

IMAGENS – SINCRETISMO

JESUS – OXALÁ

SANT’ANA – NANÃ BURUQUE

SÃO LÁZARO – OMULU

YEMANJÁ – YEMANJÁ

SÃO SEBASTIÃO – OXOSSI

SÃO JORGE – OGUM

SÃO GERÔNIMO – XANGÔ

SANTA BÁRBARA – IANSÃ

N.SRA. DA CONCEIÇÃO – OXUM

COSME E DAMIÃO – IBEJADA

Sincretismo:
O sincretismo das imagens caracteriza, de alguma forma, similaridades com a história dos santos católicos, para que a associação do santo ao orixá seja mais facilitada, quando na verdade o mais importante é o Otá.

Otá:
O Otá é a pedra consagrada que trás o axé do orixá, que deve ser assentada dentro do terreiro, não necessariamente no congá.
Se no congá houvesse só as pedras, dificultaria a concentração de forças emanadas pelos filhos de fé, que, pela nossa cultura ocidental, não vivenciamos no dia-a-dia os orixás, diferente da cultura africana que tem a religiosidade como parte integrante do cotidiano.

Trunqueiro:
O trunqueiro é outro assentamento imprescindível no terreiro, não que haja apenas o congá e o trunqueiro, mas são itens indispensáveis para a harmonia e segurança da casa.
Quando chegamos em uma casa de umbanda, encontramos sempre antes da entrada, a ‘casinha’, a qual chamamos de trunqueiro, onde todos que tem conhecimento, o saúda em respeito a Exu e Pomba Gira

Deus é puríssima essência. Para os que têm fé nele, Deus simplesmente é, e é tudo que precisa ser. Mahatma Gandhi

Clique aqui e baixe a aula em arquivo: 9º Aula – Congá

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